Não tenha tanta pressa meu bem…

preliminares

Homens…Ah! Os homens…

Gente, ultimamente conversando com algumas amigas sobre a vida sexual nossa de cada dia, venho botando reparo num aspecto, eu diria, muito assustador interessante!

É impressionante a quantidade de homens que não fazem a menor idéia do que é, de fato, agradar uma mulher na cama!

To passada!

Na minha exigente modesta opinião, o mundo seria um lugar bem melhor se os homens só adquirissem o direito de ter um “pau” depois de aprender todas as possibilidades eróticas da língua e dos dedos.

Entendam: essa não é uma crítica ao pênis. De forma alguma. Ele é útil, a gente usa e gosta, bastante (quando eu digo bastante eu to falando B-A-S-T-A-N-T-E).

É realmente envaidecedor vê-lo reagindo aos nossos estímulos e se transformando de tímido e assustado em suntuoso e implacável. Aliás, só uma coisa dá mais tesão numa mulher do que causar tesão: ser excitada.

E aqui entram a língua e os dedos. Literalmente!!! Esqueça um pouco seu pênis, por favor. Acredite se quiser, mas não somos uma seqüência de buracos dispostos ao seu bel-prazer (eles também servem ao nosso). E é exatamente assim, bonecas infláveis, que nos sentimos quando não somos devidamente investigadas, quando somos tratadas como pizza fria: COMIDA ÀS PRESSAS.

Temos pele, cabelos, pernas, braços, virilha, uma série sem fim de territórios pouquíssimo explorados pela maioria dos “machos” e, vou te contar, é uma delícia sentir a mão de um homem passando por nossas coxas, ultrapassando a barreira do elástico do sutiã, puxando de leve o cabelo perto do pescoço. Os dedos percorrendo a pele fininha do nosso seio, a língua tocando a orelha etc, etc, etc…

Mais do que o carinho em si, esses gestos traduzem a dedicação, o envolvimento com nosso corpo. E é aí que nos sentimos vistas, exploradas, únicas.

E aí meu amigo, aí nós somos invadidas por uma vontade incontrolável de virarmos a mais competente das devassas, utilizarmos sabiamente sua ereção e fazê-los (e a nós também, claro) gozar feito loucos. O melhor círculo vicioso do mundoooo!

Então me diga, ganhamos os dois, certo?!

Depois de enxergar o universo de possibilidades que o encontro de dois corpos (inteiros) nos reserva, eu juro, é impossível pra mim compreender qual o raciocínio tortuoso que leva um homem a resumir o sexo ao bate-estaca. Sério.

E de jeito nenhum (nenhum mesmo) estou tirando o mérito da penetração, porque, justiça seja feita, é um momento crucial na transa. Se sexo fosse cardápio meu pedido seria o combo número 1: língua + dedos + pênis.

A ausência de qualquer um dos itens causa a mesma sensação de ir ao Mcdonalds e não pedir refrigerante e batata frita: parece que nem estivemos lá. Ser penetrada é crucial, gostoso, íntimo, invasor, impactante.

Mas, se isso fosse suficiente pra satisfazer as mulheres, vocês teriam, há milênios, sido substituídos pelos pepinos.

MULHER QUE SE VIRE: Eles estão pouco se importando com o orgasmo feminino. Se somos assim tão independentes, a gente que se resolva? Se gostamos tanto de dedo e língua, por que não viramos lésbicas? Ora, ora, que imaturo dizer essas besteiras.

Quantos babacas homens andam por aí se vangloriando de serem o tal, menosprezando algumas mulheres, as chamando de frias, ruins de cama e sei lá mais o que, quando eles próprios não fazem a menor idéia do que seja dar prazer, de verdade, a uma mulher.

E tem mais, só um recadinho para os “machões” de plantão: Tem muito homem PREGUIÇOSO por aí! O cara tem preguiça, a verdade é essa! Fica deitado, esparramado na cama, esperando que a mulher faça e desfaça, como se ele fosse o único interessado ali.

E aí fica mais fácil colocar a culpa na menina e sair por aí contando vantagem para os amigos, como se ele fosse a última bolacha do pacote, ao invés de investir numa relação prazerosa pra ambos, onde os detalhes fazem toda a diferença.

Deus me livre de encontrar um cara desses (eu já encontrei, abafa!), porque eu não deixo baixo não, ah meu filho, aqui ajoelhou vai ter que rezar! Se liga!

Amigo, é simples assim, se você transa com a única intenção de botar pra dentro, sugiro que desista dessa coisa chata, repetitiva e reclamona chamada mulher e se entregue sem culpa ao reino vegetal: bananeiras e mamão morno são ótimas opções: macios, molhadinhos, não conversam depois de transar, não pedem pra ficar abraçados, nem questionam seus sentimentos por eles.

Fácil e econômico. A verdade é uma só: homem que não curte preliminares não gosta de mulher, gosta de buraco. Sendo assim, que tal uma noite maravilhosa com uma estonteante mesa de sinuca? Ah meu amor, de boa vai, não tenha tanta pressa….

[E olha, eu não estou generalizando viu! Tem muito homem “delicinha” dando conta do recado por aí, e para esses além dos parabéns, ofereço também meu MUITO OBRIGADA! Rs].

Beijos meus…

:-P

Luana Dreger

Muito prazer, Luana.

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Ola meninas do Belas&Insanas,

 Antes de tudo quero dizer que é um imenso prazer fazer parte deste blog, e daqui pra frente dividir com vocês um pouco do que eu sou, das opiniões que tenho e todas as insanidades que cabem dentro de mim.

 Pra quem não me conhece, meu nome é Luana, tenho 31 anos e sou amiga da nossa querida Fernanda (Fefa pra mim, rá) a alguns bons anos.

 Eu e a Fer somos um caso de amor. E a primeira vista. Nos conhecemos quando fazíamos um cursinho pré vestibular e desde então não saímos mais uma da vida da outra.

 No ano passado Fefa me fez o convite para fazer parte do blog e começar a publicar meus textos aqui também!

 Então cá estou eu!

 Espero que vocês aprovem essa nova parceria e gostem dos meus textos tanto quanto eu já gosto de estar aqui!

 Para os que quiserem saber mais sobre mim, é só clicar no ícone com o meu nome do lado direito da tela na barra de menu ou clicar no link abaixo para ser direcionado diretamente ao meu blog:

 http://luanadreger.wordpress.com/

 Que essa nossa parceria seja longa e saudável.

Leiam abaixo meu primeiro post aqui 🙂

Beijos meus…

Luana Dreger

 

 

 

 

Feminista??? [A historia de uma ré confessa, rá!]

feminismo

Quando meus avós se conheceram os papeis de homens e mulheres eram muito bem definidos na sociedade. O que não mudou muito quando meu pai resolveu que iria roubar a minha mãe pra ele.

Homens eram provedores, “machões”, tinham que ir a luta, afirmarem sua masculinidade voltando pra casa com o sustento dos seus, enquanto suas mulheres se encarregavam de se ferrar cuidar dos filhos, embarangar cuidar da casa, e se anularem viver em função daquela que seria sua família.

Na época dos meus pais as coisas começaram a melhorar. Mulheres foram as ruas e queimaram sutiãs. Tanques e vassouras deram lugar a topless e megafones, onde elas – as mulheres – soltaram seus gritos de liberdade e lutaram por uma sociedade mais justa e menos machista.

Parece que funcionou. E cá estamos nos.

Acontece que no meu ponto maluco de vista, algumas coisas não deveriam mudar nunca. Porque né meninas, vamos admitir todas juntas pra ficar menos vergonhoso, mas la no fundinho do nosso coração alimentamos umas “meninices” das quais não gostamos de abrir mão.

 Ai meu pai, me abraca e diz que eu consigo? 😉

 A gente quer trabalhar fora, queremos salários iguais, exigimos direito ao voto, lutamos contra o estupro e as violências domesticas e conquistamos o direito absoluto sobre nosso corpo e nossas vontades.

Então me conta ai você, porque “cazzo” nos ainda queremos que alguns homens se comportem como cavalheiros??? Sim, cavalheiros daqueles a moda antiga. Que abrem portas de carro, levam buque de flores e pagam a conta.

Conversando com uma amiga dia desses ouvi a seguinte frase: “quem paga é o homem. Sempre. Imagina! Eu já vou ter que carregar um filho na barriga por nove meses. O minimo que ele pode fazer é pagar a conta.” – Disse ela, tentando me convencer de que eu estava totalmente equivocada.

Numa outra conversa,uma amiga disse: “Motel? Ah mas eu não pago mesmo. Ele que pague! Era só o que me faltava ter que pagar motel pra homem…”

Seguindo a linha de pensamentos “tradicionais” a garota em questão acabava de se separar do namorado que, cá entre nos, tinha sido bem filhodaputa com ela, o que por si só já torna qualquer mulher bem perigosa, disse: “Coitado do próximo que aparecer na minha vida. Vai ter que lamber o chão que eu piso e pra começar, no minimo, vai ter que pagar a conta.

Bem, eu não sei se ela encontrou esse cara ou se ele lambe o chão pra ela. Fato é que pagando a conta ou não, mulheres precisam é de homens que as tratem bem. Assim como homens merecem boas mulheres.

Eu não sei onde fica o parâmetro de uma mulher que acredita que tratar bem é o cara que sempre paga a conta. Assim como também não entendo homens que procuram princesas sem nunca terem se comportado como príncipes.

Pra mim, a questão é muito maior do que pagar ou dividir a conta. Se o cara puxou a cadeira pra você se sentar ou se abriu a porta do carro pra que você entrasse.

Pra mim, tudo gira em torno de duas palavras essenciais: gentileza e generosidade. E que venha de ambas as partes.

Um homem não deve ser considerado um troglodita só porque não abre a porta do carro pra você, assim como uma mulher não pode ser considerada uma puta apenas pelo tamanho da roupa que usa.

Não gosto de radicalismos. Mas acredito que algumas coisas nunca vão mudar. E pra ser bem sincera, gosto que seja assim.

Homens continuarão sendo homens e mulheres nunca deixarão de ser mulheres. Portanto, há que se ter um meio termo. Um ponto de encontro entre esses dois gêneros tao diferentes, onde ninguém precise se sentir na obrigação de fazer nada, muito menos de tentar parecer algo que nem se nascesse de novo seria.

Apenas me reservo o direito de acreditar que gentileza gera gentileza, e de que isto não é uma questão de com quem você esta ou qual a finalidade de estar com esta pessoa. Quando você esta com alguém, é natural que queira ser gentil e generoso.

O que me causaria estranheza é estar com alguém que alem de grosseiro (a) fosse “mão de vaca” e egoísta. E essa meu bem, é uma regra pra minha vida. Independente de se quem senta do outro lado da mesa seja o carinha que eu to a fim ou uma amiga de longa data.

E quando se trata de uma relação amorosa, não é necessário que o cara sempre pague a conta, ou que ele sempre faca isso ou aquilo. Alias, esse negocio de “sempre” é um saco e não tenho a menor paciência pra gente que vive “cagando regra”.

Mas acho imprescindível que essa pessoa que tem a intenção de me conquistar, cause no minimo, uma boa impressão.

Não porque eu quero que ele seja falso ou forcado, nada disso. Mas porque acredito que um primeiro encontro diz muito sobre a personalidade das pessoas. E o cara que chega de qualquer jeito na primeira vez que vai de fato se aproximar de mim, desculpe, já mostra que não esta preparado para fazer parte da vida de alguém gentil e generosa como eu.

Então, no quesito “feminista de vez em quando” eu me declaro ré confessa.

Mas calma, não se assuste! Essa minha regra vale apenas para um primeiro encontro. E num primeiro encontro:

É oooooooobvio que quando o garçom chegar eu vou abrir minha carteira e insistir para ajuda-lo a pagar a conta. E é ooooooooooobvio que se ele olhar pra minha cara e disser: “então, são 52.30 pra cada um”, eu vou cair dura e seca ali mesmo, ra! E é ooooobio que eu vou pagar, assim como é O-B-V-I-O que ele não me vera de novo. Hahahaha

Agora, se o primeiro encontro for um sucesso e esse cara me mostrar que sabe tratar uma mulher, não só porque pagou a conta mas, principalmente, porque foi gentil e educado eu não vou me importar de pagar o motel algumas vezes (afinal, chega de palhaçada né meninas, ate parece que serão apenas eles que irão aproveitar!), ou de dividir as próximas contas, ou de dividir seja la o que for! Eu quero mais é dividir mesmo, quero compartilhar e principalmente SOMAR.

Eu só não quero e não vou admitir subtração. Isso nunca!

[No final das contas, eu acho apenas que o que precisamos é de um mundo com pessoas mais gentis. É claro que se você agir como uma retardada a noite inteira ao lado de um cara, ele não vai sentir a menor vontade de ser gentil com você. Alias, se você for uma péssima companhia eu acho que ele deveria é fazer você pagar a conta!

Assim como um cara grosseiro, não pode esperar que uma mulher seja bacana com ele enquanto ele fica olhando pra cada mulher que respira ao lado da mesa, ou fala “nois fumo, nois vortemo”.

 Ah tenha a santa paciência né minha gente!

Então, a reciproca tem que ser verdadeira. E as pessoas precisam parar de cobrar compulsivamente sem antes se questionarem se as qualidades que buscam no outro, elas próprias tem.]

Luana Dreger 

Beijos meus…